(…) há tamanha solidão no mundo que você pode vê-la no movimento lento dos braços de um relógio. pessoas tão cansadas mutiladas tanto pelo amor como pelo desamor. (…) estamos com medo. nosso sistema educacional nos diz que podemos ser todos grandes vencedores. eles não nos contaram a respeito das misérias ou dos suicídios. ou do terror de uma pessoa sofrendo sozinha num lugar qualquer intocada incomunicável regando uma planta. as pessoas não são boas umas com as outras. as pessoas não são boas umas com as outras. as pessoas não são boas umas com as outras. suponho que nunca serão. não peço para que sejam. mas às vezes eu penso sobre isso. (…) tem que haver um caminho. com certeza deve haver um caminho sobre o qual ainda não pensamos. quem colocou este cérebro dentro de mim? ele chora ele demanda ele diz que há uma chance. ele não dirá "não". (trecho de “O estouro”, de Charles Bukowski)
sei muito bem que o cavalo branco de Napoleão é preto. quem aprende a ver essências não se deixa iludir pela linguagem. (TECEDEIRO, André. O número de Strahler. Coimbra: Do lado esquerdo, 2018)
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